Ser Bailarina

Ser bailarina sempre foi minha grande paixão e meu grande sonho. Desde pequena fazia dança e esse sentimento sempre esteve presente ao logo da minha vida. As pessoas falavam que eu seria uma bailarina quando crescesse, que eu tinha que fazer algo relacionado com a dança, porque desde cedo, eu já transparecia meu sentimento de prazer ao estar dançando.

Dançar é transmitir para o público emoções e sentimentos através de movimentos do corpo, o que a música nos diz. É um momento único e maravilhoso!!!

Dançar para mim é como respirar, é me sentir livre, é entrar num personagem capaz de atingir objetivos que eu no meu dia a dia não conseguiria. Todo mundo tem um bailarino dentro de si. Essa pulsação, esse ritmo, é o que me faz nunca desistir dos meus sonhos. Se todas as pessoas tivessem a possibilidade de vivenciar esse sentimento não iriam querer parar mais!

Não tem como, eu já não consigo mais viver sem a dança! Infelizmente ou felizmente, eu não sei mais separar a pessoa da bailarina. Comento com minhas alunas que eu “Allana Alflen” é a bailarina e “Allana Feijó” é a pessoa normal. (rs) Ah, meu nome completo é Allana Alflen Feijó, então, o Alflen é meu! (rs)

Quando danço, estou lutando para que as pessoas vejam a dança do ventre como uma arte, que tire aquele estereótipo de uma dança sexual (sensual é bem diferente de sexual). Então procuro mostrar uma dança que transmita realmente a cultura e a beleza dessa arte. Dançar uma cultura que não é a minha é um desafio constante, mas que faço com muito amor e dedicação. Quando vejo alguma pessoa se emocionar com minha dança, é como receber um presente, pois naquele momento eu sei que consegui atingir meu maior objetivo: transmitir o amor.

Ser bailarina também requer muito estudo, para que sua dança sempre cresça, seus movimentos fluam e sua criatividade ao improvisar aumente. Hoje sei que sou fonte de estudo de muitas bailarinas, a começar das minhas alunas. Por isso, meu estudo é continuo.

Esse longo tempo como bailarina nem sempre tudo foi flores. Há momentos que você acha não vai dar certo, que não dançou direito, que podia ter feito melhor, mas é assim mesmo. A própia dança vai nos mostrando o melhor caminho, e claro, com muito estudo vamos crescendo cada vez mais. Sem querer ser melhor que ninguém, e sim melhor que você mesma a cada dança.

Infelizmente ao longo de uma carreira, esse esforço todo também nos traz um cansaço corporal, dores… pelo excesso de atividade física, mas nem por isso nunca pensei em desistir, pois pra quem só um dia experimentou, vai entender o que eu estou falando.

“A dança do ventre é uma expressão poética do corpo cheia de gestos e significados. É uma celebração a feminilidade, desenvolvida por mulheres e para mulheres.” (Rhamza Alli)

Quem dança é muuuuito mais feliz!

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